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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Prática pedagógica e mídias digitais
Leitura, reflexão e discussão sobre mídia-educação.

Analisando o que este fórum nos propõe diante dos relatos e experiência que Silvio Costa observou, mais uma vez constata-se que o agir com competência para obter a confiança e estima por um trabalho voltado para este cenário do Séc XXI, é uma necessidade que requer uma formação responsável pela alteração substancial da forma de nos comunicarmos dentro de um espaço educativo e socializador, tal como os meios de comunicação presentes em nossas vidas e com os quais devemos nos apropriar de forma crítica e criativa, em suma, concordo plenamente com Silverstone (2003, p.58) quando já alertava que “A cidadania do século XXI requer um grau de conhecimento que até agora poucos de nós tem. Requer do indivíduo que saiba ler os produtos de mídia e que seja capaz de questionar suas estratégias. Isso envolveria capacidades que vão além do que foi considerado alfabetização em massa na época da mídia impressa”. E muito mais aspectos importantes nos traz também Belloni (2005, p.7) quando afirma que a vida cotidiana está mergulhada nas modernas tecnologias de comunicação, e isso traz grandes desafios para o campo da Educação, tanto em termos de intervenção quanto de reflexão.
Comparando as experiências relatadas que Silvio Costa observou com as quais conheço na prática, a reflexão que venho fazendo desde que iniciei leituras e pesquisas voltadas para a área de mídia-educação se baseia nos aspectos do parágrafo acima onde dentro de um espaço de estudo, os envolvidos estejam aptos a desenvolver uma reciprocidade de conhecimentos, interagindo com um trabalho de mídia-educação escolar a partir do uso de conceitos que expressam compreensões conceituais a respeito das mídias tal como nos remete o texto básico da Unidade 4, não esquecendo, no entanto, que todo e qualquer estudo requer dedicação e responsabilidade dentre outras características ou posturas que permitem aumentar o nível do interesse e o desenvolvimento cognitivo do ser humano. E o que tenho vivenciado em relação à inserção do laboratório de informática nas escolas, ou seja, o “uso do computador” vai de encontro a algumas experiências relatadas nas observações do Sílvio Costa e que nos remete a manter constantes leituras, reflexões e discussões na busca de possibilitar abrir um leque de conhecimentos e informações que viabilizem o desenvolvimento de habilidades que contribuem para a aprendizagem.
Uma experiência marcante pra mim em fase de estudo na faculdade foi uma tarefa determinada na área de Línguas, onde utilizei um gravador daqueles bem pequeninos para registrar história contada pelos alunos da educação infantil, o detalhe desta atividade era que foi feito um levantamento das histórias contadas nas rodas de leitura tendo de ser registrada a mais bem votada, ou seja, a que as crianças mais gostavam de ouvir “Os três porquinhos” e numa turma de 15 crianças posso dizer que as versões foram maravilhosas e muito interessantes de serem trabalhadas com elas, e de retorno/continuidade, o ouvir de suas próprias vozes, cabendo a cada uma discutir e opinar na versão da outra, as risadas foram contagiantes, tanto que deixaram boas lembranças. A partir de então, passei a registrar alguns trabalhos realizados e cada vez mais tento inovar minha prática, mas ainda necessito muito aprender com as mídias. Acredito que Sílvio Costa diria para eu ir mais além à abordagem com este trabalho, tal como utilizar outras tecnologias possíveis para maior reprodução e audiência, no entanto, naquele tempo de estudo eu não tinha tanto acesso às outras mídias como câmeras ou computador etc., mas acredito também que ele fortaleceria o aspecto em que houve o estímulo para o desenvolvimento da oralidade abrindo espaço para outras possibilidades de aprendizagem e relacionamentos interpessoais.
Diante dessa realidade, o educador deve rever sua prática, pesquisando e desenvolvendo estratégias que desperte o interesse e motivação dos alunos, onde as idéias possam surgir com criatividade dinamizando assim o estudo. Dessa forma, o educador moderno acompanha os avanços tecnológicos desempenhando sua profissão de forma prazerosa e eficaz.